Alckmin sanciona lei de combate às queimadas irregulares e desastres climáticos


O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, sancionou nesta quinta-feira, 5, durante evento no Palácio do Planalto, lei que facilita auxílio em desastres climáticos e no combate a incêndios florestais. A proposta foi aprovada no Congresso Nacional em maio e enviada à sanção presidencial.

A nova lei reúne o arcabouço legal de cinco medidas provisórias assinadas pelo presidente Luiz Inácio Lula Silva. O texto dispensa a necessidade de convênios para realizar repasses do Fundo Nacional do Meio Ambiente para atender regiões com emergência ambiental declarada pelo Ministério do Meio Ambiente. Atualmente, esses repasses só podem ocorrer após um convênio, parceria ou outro instrumento semelhante.

Pela lei, as emendas parlamentares também poderão ser usadas para abastecer o Fundo Nacional do Meio Ambiente, que passará a ter como prioridades, além das já iniciativas existentes, o aproveitamento econômico racional e sustentável da flora e fauna nativas, a recuperação de áreas degradadas por acidentes ou desastres ambientais e a prevenção, a preparação e o combate a incêndios florestais.

Outro ponto da nova lei é a permissão para que a União participe de um fundo privado criado pela Caixa Econômica Federal para financiar a recuperação de infraestrutura afetada por eventos climáticos extremos. Os deputados e senadores usaram como exemplo o caso do Rio Grande do Sul. Esse fundo terá um comitê gestor ligado à Casa Civil com representantes dos ministérios da Fazenda e das Cidades.

Na cerimônia em que a nova lei foi assinada nesta quinta, o presidente em exercício criticou, mesmo sem mencionar diretamente, o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Disse que o Brasil viveu “um período de negacionismo” tanto do ponto de vista democrático quanto científico e em relação aos efeitos climáticos.

Alckmin fez comparações que recorrentemente faz em relação a esses assuntos. Disse que as principais invenções do ponto de vista da saúde foram a água tratada, a vacina e os antibióticos. Também defendeu que “só a democracia promove inclusão” e que o “presidente Lula foi intérprete do povo para salvar a democracia brasileira”. O presidente em exercício disse, ainda, que “o desmatamento caiu em todos os biomas brasileiros e, não por acaso, mas com ação firme do governo para evitar grileiros de terra e outros que devastavam”.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

Recent Posts

Eleições 2026: Daniel Vilela lidera pesquisa para governador de Goiás

Levantamento da Paraná Pesquisas aponta o atual governador com 45,8% das intenções de voto, seguido…

19 horas ago

MPRJ reforça importância da colaboração popular no combate ao crime organizado

MPRJ discute combate ao crime organizado e destaca o papel essencial da população nas denúncias…

19 horas ago

Receita Federal disponibiliza Aviso de Exclusão do Simples Nacional

Empreendedores ainda podem regularizar pendências para manter vantagens deste regime fiscal; Sebrae pode ser consultado…

19 horas ago

Planalto derrota Realidade Jovem e larga na frente por vaga na final do Brasileirão Feminino a3

Planalto vence Realidade Jovem por 2 a 0 na semifinal do Brasileirão Feminino A3 e…

21 horas ago

Tribunal de Justiça do Rio intensifica combate à violência doméstica em campanha nacional

TJRJ promove a 33ª Semana da Justiça pela Paz em Casa com foco em audiências…

22 horas ago

Tarifa Social de Energia: quem tem direito à conta de luz mais barata e como funciona o benefício

Saiba quem tem direito à Tarifa Social de Energia Elétrica, como funciona o desconto e…

23 horas ago

This website uses cookies.