Bet patrocinadora do Santos é alvo de investigação por ação em clássico com Corinthians


A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) instaurou, nesta quarta-feira, um Procedimento Preparatório de Inquérito Administrativo para apurar infrações à ordem econômica envolvendo a empresa de apostas 7K Bet e o Santos. O procedimento foi instaurado por iniciativa do superintendente-geral do Cade, Alexandre Barreto, com base em notícia da CBN do dia 17 de outubro de 2025.

Na partida entre Santos e Corinthians na Vila Belmiro no último dia 15, alguns torcedores garantiram ingresso apostando na 7K Bet, patrocinadora máster do Santos desde abril deste ano. O contrato, válido até abril de 2027, dá à marca de apostas esportivas o direito de estampar a camisa do clube. Com a nova parceria, 7K se tornou a empresa do ramo de apostas com mais clubes patrocinados da Série A.

A ação no clássico alvinegro que embasou o despacho para apuração do Cade foi uma campanha que oferecia um ingresso para quem apostasse ao menos R$ 70 no site da casa de apostas – o valor regular do ingresso era de R$ 200. As orientações para a aposta foram repassadas pelas redes sociais do clube.

O Procon indicou que a campanha da 7K Bet pode configurar venda casada se a única forma de acesso ao ingresso durante o momento da publicidade tenha sido por meio de apostas na plataforma.

Segundo a reportagem que embasou o despacho no Cade, o caso também ensejou um processo no Ministério da Fazenda, no âmbito da Subsecretaria de Monitoramento e Fiscalização da Secretaria de Prêmios e Apostas. A pasta deverá apurar possíveis violações à Portaria do Jogo Responsável, que proíbe operadoras de oferecer vantagens que possam induzir ao jogo.

EMPRESA CORRE RISCO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO E É INVESTIGADA EM OPERAÇÃO DA PF

Este é o primeiro passo da apuração, estágio inicial da investigação, e a 7K Bet é a primeira casa de apostas online a ser investigada pelo Cade, segundo o próprio órgão. O procedimento preparatório irá tramitar em sigilo até decisão contrária da Superintendência-Geral. O prazo máximo de diligências é de 30 dias.

Se indícios suficientes forem encontrados, o caso poderá evoluir para um inquérito administrativo ou processo administrativo, com prazo de instrução de 60 dias, que poderão ser prorrogados. No despacho do órgão técnico do Cade, foi colocado que serão apuradas infrações à ordem econômica por limitação de acesso a ingressos, além de outras que poderão ser averiguadas.

A 7K é citada também na investigação da Operação Narco Bet, que, na última terça, 14, prendeu o influenciador Bruno Alexssander Souza Silva, o Buzeira, e o contador Rodrigo de Paula Morgado, por suspeita de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).O Grupo Ana Gaming, que representa a 7k, nega envolvimento com Buzeira.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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