A CEO da COP30, Ana Toni, afirma que o Brasil deve “usar” a conferência, que será sediada no País, para mostrar que pode ser um grande provedor de soluções, como em agricultura (com agricultura regenerativa, agrofloresta, reflorestamento e bioeconomia, por exemplo) e energia renovável.
Ideia é que o País deixe na COP30 legado de “quais soluções o Brasil implementou, e são escaláveis” para fora, segundo ela.
O Brasil também deseja deixar como legado a questão de financiamento, de como é possível mobilizar US$ 1,3 trilhão em soluções climáticas, segundo Toni. A fala faz referência à meta definida na COP29 de que seja apresentado, na COP30, um documento – feito por Azerbaijão e Brasil, países que sediam COP29 e COP30 – sobre caminhos para mobilizar este montante.
Outro legado da COP30 é para que haja o entendimento de que é preciso uma revolução sobre como lidar com a natureza. “Estamos em momento de adaptar. Para todos os setores: agricultura, energia, infraestrutura, logística. Todos temos que nos adaptar, e já estamos atrasados”, disse.
Nesse sentido, a COP30 está em um momento de mostrar a urgência sobre as mudanças climáticas em vigor e entender como respondê-las. “Tema de clima não é só ambiental, mas econômico, de desenvolvimento e crescimento”, frisou.
Toni também disse que a conferência busca abordar uma “agenda de ação”, que aborde como implementar objetivos traçados em outras COPs. Segundo ela, primeiro a COP30 precisa, inclusive, valorizar acordos internacionais.
As declarações foram feitas no painel “O que esperar da COP 30 no Brasil?”, durante evento São Paulo Climate Week, promovido pelo Cubo Itaú.
Por: Estadão Conteúdo
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