Para o presidente-executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, as tarifas recíprocas anunciadas pelos Estados Unidos nesta semana deveriam “acender um alerta” para possíveis novos fluxos de produtos que antes era direcionados ao país norte-americano e que, agora, podem buscar mercado no Brasil.
Na sua visão, a mudança não deve redirecionar produtos chineses, que já enfrentavam taxação nos EUA e, por isso, já exportavam menos aço para o país do presidente Donald Trump. No entanto, outras nações, como o Vietnã, podem começar esse movimento. O que, na visão do Aço Brasil seria preocupante.
“A defesa comercial tem de ser vista como algo prioritário”, afirma Lopes. Ele lembra que, na investigação de dumping do aço fino laminado a frio, que apontou a prática de dumping, o governo optou por não estabelecer taxas até o fim do processo. Para ele, esse é um indicativo de falta de urgência com o tema.
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