Dormir menos de 6 horas pode afetar sua memória e aumentar o risco de doenças; veja como melhorar a qualidade do sono

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Dormir bem vai muito além de acordar disposto. Durante o sono, o organismo realiza processos fundamentais para o funcionamento do cérebro, fortalece o sistema imunológico e ajuda na recuperação física e mental. Quando esse descanso é insuficiente, diversos problemas podem surgir aos poucos, muitas vezes sem que a pessoa perceba.

A rotina corrida, o excesso de telas e o estresse têm contribuído para que milhões de brasileiros durmam menos do que o recomendado. Especialistas alertam que a privação de sono está associada a alterações na memória, dificuldade de concentração e maior risco de desenvolver doenças crônicas.

Por que o sono é tão importante para a saúde

Enquanto dormimos, o corpo passa por diferentes fases do sono, cada uma responsável por funções específicas.

Nesse período ocorre a consolidação da memória, a produção de hormônios importantes, a recuperação muscular e o fortalecimento das defesas do organismo.

Quando essas etapas são interrompidas frequentemente, o corpo não consegue desempenhar suas funções de forma eficiente.

Quantas horas de sono são recomendadas

Embora existam pequenas diferenças entre cada pessoa, especialistas costumam recomendar:

  • adultos: entre 7 e 9 horas por noite;
  • adolescentes: entre 8 e 10 horas;
  • crianças: necessidade ainda maior, conforme a idade.

Dormir regularmente menos de seis horas pode aumentar o risco de diversos problemas de saúde ao longo dos anos.

Sinais de que você pode estar dormindo mal

Nem sempre a pessoa percebe que sua qualidade de sono está comprometida.

Alguns sinais merecem atenção:

  • dificuldade para acordar pela manhã;
  • sonolência durante o dia;
  • irritabilidade frequente;
  • dificuldade de concentração;
  • esquecimentos constantes;
  • queda no rendimento profissional ou escolar;
  • necessidade excessiva de café ou bebidas estimulantes.

Caso esses sintomas sejam frequentes, é recomendável procurar avaliação médica.

Como a falta de sono afeta o organismo

A privação de sono pode provocar diversos impactos no funcionamento do corpo.

Entre eles:

Prejudica a memória

Durante o sono, o cérebro organiza e consolida as informações aprendidas ao longo do dia.

Dormir pouco dificulta esse processo, favorecendo esquecimentos e dificuldades de aprendizagem.

Reduz a imunidade

O sistema imunológico também depende de boas noites de sono.

Quem dorme pouco pode ficar mais suscetível a infecções.

Aumenta o risco de doenças cardiovasculares

Estudos indicam associação entre privação crônica de sono, hipertensão arterial e maior risco cardiovascular.

Favorece o ganho de peso

Dormir pouco altera hormônios relacionados ao apetite, aumentando a fome e o desejo por alimentos mais calóricos.

Hábitos que ajudam a dormir melhor

Pequenas mudanças na rotina podem fazer bastante diferença.

Algumas recomendações incluem:

  • manter horários regulares para dormir;
  • evitar celulares e computadores antes de deitar;
  • reduzir o consumo de cafeína no período da noite;
  • deixar o quarto escuro e silencioso;
  • evitar refeições muito pesadas antes de dormir;
  • praticar atividade física regularmente, preferencialmente longe do horário de dormir.

Quando procurar ajuda médica

Se a dificuldade para dormir persistir por várias semanas, ou vier acompanhada de roncos intensos, pausas na respiração durante o sono, sonolência excessiva ou cansaço constante, é importante procurar um profissional de saúde.

Distúrbios como insônia e apneia do sono podem exigir tratamento específico.

Perguntas frequentes

Dormir pouco no fim de semana compensa o restante da semana?

Não completamente. Embora recuperar parte do sono seja benéfico, manter uma rotina regular costuma trazer melhores resultados para a saúde.

Cochilos durante o dia substituem o sono da noite?

Não. Cochilos curtos podem ajudar a reduzir o cansaço, mas não substituem uma noite completa de sono.

O uso do celular antes de dormir realmente atrapalha?

Sim. A luz emitida pelas telas pode interferir na produção de melatonina, hormônio que ajuda o organismo a iniciar o sono.

Exercícios físicos ajudam a dormir melhor?

Na maioria dos casos, sim. A prática regular de atividade física está associada a uma melhora da qualidade do sono, desde que não seja realizada muito próximo ao horário de dormir.

Conclusão

Dormir bem é um dos pilares de uma vida saudável. Mais do que descansar, o sono permite que o organismo realize processos essenciais para o cérebro, o coração e todo o corpo.

Criar hábitos saudáveis e respeitar o tempo de descanso pode melhorar a disposição, a memória, a concentração e contribuir para a prevenção de diversas doenças ao longo da vida.

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