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COQUELUCHE: Nordeste já registra 187 casos da doença em 2025

LOC.: A vacina DTP protege contra três doenças provocadas por bactérias e pouco conhecidas hoje em dia: difteria, tétano e coqueluche. Mesmo assim, a região Nordeste registrou 262 casos de coqueluche em 2024 e este ano já são 187 até o começo de abril. 

A doença é causada por uma bactéria e provoca tosse e outros sintomas parecidos com um resfriado. A coqueluche pode se tornar grave e até matar bebês menores de um ano e pessoas com a imunidade comprometida ou doenças como asma. 

A principal forma de prevenção é a vacina. Para proteger os bebês, o Sistema Único de Saúde, (SUS), recomenda a vacina dTpa (difteria, tétano, coqueluche em adultos)  para gestantes, a partir da vigésima semana de gestação, e para todos os profissionais da saúde que atuam atendendo recém-nascidos, além de parteiras tradicionais. 

A vantagem da vacina contra a coqueluche é que a proteção passa da mãe para o bebê, quando é vacinada com dTpa até que ele possa tomar a dose, como explica o diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti.

“Vacinamos a gestante para a criança nascer com os anticorpos maternos. É uma proteção que o bebê recebe e são passados pelo cordão umbilical. E aí, a criança, nos primeiros meses de vida até ela receber a vacina, vai ter essa proteção que herdou da mãe. Hoje, observamos no Brasil o aumento dos casos de coqueluche, principalmente em adolescentes e adultos jovens – casos leves do ponto de vista clínico. Mas essas pessoas transmitem para os bebês. E os bebês, sim, tem maior risco de contrair a doença.

A vacina dTpa quando a gestante toma a partir da vigésima semana também oferece essa proteção contra o tétano neonatal, causado pela contaminação do coto umbilical com a bactéria, que pode estar presente em instrumentos não esterilizados usados para cortar o cordão umbilical. 

O tétano também pode infectar qualquer pessoa em caso de cortes – o chamado tétano acidental. Se a doença não for tratada corretamente, pode matar. 

Por isso todos devem ser imunizados. É o que ressalta o supervisor Antônio Gonçalves Neto, de 30 anos, morador da cidade cearense de Tauá. Ele tomou um reforço da dT (difteria e tétano) durante uma ação da empresa onde trabalha. “Querendo ou não, a gente trabalha todos os dias, na vida, a gente vai arriscar, toda hora está passando por alguma situação que pode ocorrer alguma doença. Acabei tomando essas vacinas mais como prevenção e eu acho que todo mundo deveria tomar, porque a gente sabe que tudo é melhor se a gente prevenir. A importância delas, todo mundo sabe, querendo ou não é um bem, que a gente está causando para si mesmo, já prevenindo caso aconteça alguma coisa” 

A vacina dT ainda protege da difteria. Após a vacinação, os casos se tornaram muito raros no Brasil. 

Mas, sem vacinas, essas doenças comuns no passado, podem voltar a circular.

No caso de dúvidas sobre qual vacina tomar e se o cartão está em dia, é só procurar um Posto de Saúde com a Caderneta de Vacinação ou documento com foto e garanta a imunização. 

Brasil 61

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