Doze de 24 atividades tiveram quedas de preços no IPP de julho, mostra IBGE


A queda de 0,30% nos preços dos produtos industriais na porta de fábrica em julho foi decorrente de reduções em 12 das 24 atividades pesquisadas, segundo os dados do Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo Murilo Alvim, gerente do IPP no IBGE, houve equilíbrio no número de atividades com quedas e altas de preços em julho, mas a deflação foi mais branda do que no mês anterior, quando o IPP recuou 1,27%.

“A influência mais intensa, do setor de alimentos, foi negativa e ajuda a explicar o resultado geral da indústria. Excluindo os alimentos, as demais atividades tiveram, somadas, uma influência positiva, de 0,03 ponto porcentual, ou seja, grande parte dos motivos para o IPP permanecer no campo negativo em julho vem da queda dos alimentos”, destaca Alvim, em nota oficial.

Em julho, a queda de 1,33% nos preços dos alimentos deu a maior contribuição para a deflação do mês, de 0,33 ponto porcentual.

“Em relação ao setor de alimentos, podemos destacar os menores preços dos açúcares, recuo que está em linha com a queda dos preços internacionais, muito por conta de um aumento da oferta em grandes países produtores, como a Índia, a Tailândia e o Brasil. Isso fez com que o grupo de fabricação e refino de açúcar apresentasse uma retração de 4,31% em julho e fosse a principal influência no resultado setorial”, disse Murilo. “Outro aspecto relevante foi a redução dos preços do café, explicada pelos custos de produção mais baixos, em grande parte pelo início da colheita de novas safras no país, que fez com que o grupo de torrefação e moagem de café apresentasse a maior queda no indicador mensal em toda a sua série histórica, com um recuo de 6,20% em julho. As quedas verificadas nos sucos de laranja e nos derivados da soja também contribuíram”, completou ele, lembrando que esses produtos são exportáveis, tendo assim variações de preços também afetadas pela flutuação do dólar.

Segunda maior contribuição negativa em julho, os preços do setor de metalurgia diminuíram 1,65%, impacto de -0,11 ponto porcentual no IPP. Já as maiores pressões inflacionárias partiram das indústrias extrativas, alta de 2,42% e impacto de 0,10 ponto porcentual, e fabricação de máquinas e equipamentos, aumento de 1,40% e impacto de 0,06 ponto porcentual.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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