GOIAS

Empilhadeira é utilizada para resgatar funcionárias durante incêndio na Ceasa em Goiânia

Um incêndio de grandes proporções atingiu as dependências da Centrais de Abastecimento de Goiás (Ceasa Goiás), em Goiânia, na última quinta-feira (6). Durante a emergência, uma manobra precisa com uma empilhadeira foi determinante para salvar duas funcionárias que estavam ilhadas em um depósito vizinho ao foco das chamas, impossibilitadas de sair devido à densa fumaça que tomou conta do ambiente.

A ação rápida evitou uma tragédia maior no local. O operador de máquinas Kaiã Biazon, responsável pelo resgate, relatou que o desespero tomou conta do galpão no momento em que as vítimas tentavam, sem sucesso, abrir a porta manualmente. Diante da falha dos mecanismos convencionais, a decisão de utilizar o equipamento industrial foi tomada para forçar a abertura da estrutura e garantir a evacuação segura das colaboradoras.

Ação estratégica e combate às chamas

O sinistro teve início em um depósito de frutas localizado no galpão 4, área que armazenava caixotes de madeira e palha utilizados para o acondicionamento de produtos como abacaxi, melancia e coco. A suspeita inicial das autoridades aponta que um curto-circuito, possivelmente originado em um compressor instalado no mezanino, tenha dado início ao fogo. No momento do incidente, não havia pessoas no segundo piso onde o foco teria começado.

O combate ao fogo enfrentou obstáculos técnicos significativos. Segundo informações do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás, o sistema fixo de hidrantes da unidade não funcionou, o que comprometeu a resposta imediata antes da chegada das equipes especializadas. Funcionários de depósitos próximos também se mobilizaram para retirar mercadorias e minimizar os prejuízos materiais, enquanto aguardavam a chegada do socorro oficial.

Mobilização do Corpo de Bombeiros e danos estruturais

Para conter o avanço das chamas e evitar que o fogo atingisse outros setores, o Corpo de Bombeiros mobilizou seis equipes operacionais. A operação de controle e rescaldo utilizou cerca de 29 mil litros de água, contando com o apoio de caminhões de combate, caminhões-pipa e uma retroescavadeira para a remoção de escombros e partes da estrutura que ficaram comprometidas pelo calor intenso.

O balanço dos danos aponta que o galpão, com dimensões aproximadas de 20 por 10 metros, teve seu sistema elétrico e parte da estrutura física severamente afetados. O forro de PVC de um galpão vizinho também sofreu danos decorrentes da propagação do calor. A situação foi controlada após intensos trabalhos de rescaldo, por parte do Corpo de Bombeiros.

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Dener Rafael

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