Categories: GOIAS

Governo cria Fundo de Estabilização Econômica e faz de Goiás referência fiscal no país


“Estamos dando uma mensagem para o Brasil: um Estado que não tem equilíbrio fiscal, não tem governabilidade”, destacou o governador Ronaldo Caiado ao criar Fundo de Estabilização Fiscal (Fotos: Walter Folador e Wesley Costa)

Goiás inovou no cenário fiscal brasileiro com a criação do Fundo de Estabilização Econômica (FEG), visando garantir a solidez financeira ao Estado no enfrentamento de adversidades na economia ou de desastres naturais.

Ao anunciar a criação do FEG, nesta quinta-feira (20/03), em Goiânia, o governador Ronaldo Caiado afirmou que alcançar o equilíbrio fiscal foi fundamental para a implantação de políticas públicas que hoje fazem de Goiás referência para o país.

“Estamos dando uma mensagem para o Brasil: um Estado que não tem equilíbrio fiscal, não tem governabilidade”, reforçou.

A criação do Fundo de Estabilização Econômica, com reserva inicial estipulada em 1,5% do Produto Interno Bruno (PIB) de Goiás, será implantada por Lei Complementar que será enviada de imediato para Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).

A estimativa é que o FEG seja iniciado com aproximadamente R$ 5,5 bilhões.

“Sem o equilíbrio fiscal alcançado por Goiás, não conseguiríamos manter os serviços públicos como fazemos hoje”, afirmou Caiado, destacando o processo de recuperação iniciado quando chegou ao governo, em 2019.

“Hoje, atingimos o melhor grau de liquidez do país”, afirmou o governador (Fotos: Walter Folador e Wesley Costa)

Além de ser referência em gestão fiscal, o governador listou diversas áreas em que o Estado se destaca nacionalmente:

  • primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb),
  • selo único de transparência junto aos Tribunais de Contas,
  • líder no alcance dos serviços digitais,
  • exemplo de implantação efetiva das ações sociais e modelo de segurança pública.

O mecanismo fiscal foi criado para reservar recursos em períodos de arrecadação positiva e ser utilizado em momentos de crise econômica. Estratégico, o fundo reforça a posição de Goiás como referência nacional em gestão fiscal.

“Hoje, atingimos o melhor grau de liquidez do país”, afirmou o governador.

“Isso prova que, quando um Estado é bem gerido, há respeito ao dinheiro público e regras claras de aplicação, ele se torna autossuficiente e capaz de implementar políticas públicas com segurança”, destacou.

O presidente-executivo da Associação Pró-desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), Edwal Portilho, afirmou que o Fundo supera as expectativas do segmento.

“Soa como música para nós um fundo de estabilização como esse. Nós tivemos fundos em outros anos que nós fomos contra porque vinham para tapar buraco”, destacou.

Estiveram presentes ainda auxiliares de governo, o presidente da Assembleia Legislativa (Alego), Bruno Peixoto, bem como o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Rocha.

“Não foi o RRF que nos legou à condição que estamos hoje. Foram as políticas implementadas e a rigidez fiscal”, pontuou o vice-governador Daniel Vilela (Fotos: Walter Folador e Wesley Costa)

Controle Fiscal

Entre 2016 e 2019, as despesas do Estado cresceram 26,06%, enquanto a receita avançou menos de 18,9%. Em 2019, eram R$ 7,6 bilhões em dívidas imediatas e a dívida total chegava a R$ 19,6 bilhões.

Passados seis anos, o Governo de Goiás implementou uma das mais robustas estratégias de controle fiscal entre os entes subnacionais.

Entre 2019 e 2024, as despesas correntes cresceram apenas 6,5%, enquanto a receita corrente teve alta de 23,8%. Desde 2021, o teto de gastos do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) manteve as despesas primárias estáveis.

Como resultado, o caixa estadual se aproxima de R$ 17,6 bilhões, com cerca de R$ 13 bilhões concentrados na Conta Única do Tesouro Estadual.

“Mais importante do que as ações específicas, é a postura da gestão do Estado de não ultrapassar aquilo que é possível ser feito com promessas populistas, e sim avançar como o Estado de Goiás merece”, reforçou o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, que apresentou a estruturação do fundo.

O FEG chega para assegurar a efetividade da política econômica, para além do RRF.

“Não foi o RRF que nos legou a condição que estamos hoje, se fosse assim todos os demais estados que estão no RRF estariam em boas condições e não estão. Foram as políticas implementadas e a rigidez fiscal”, pontuou o vice-governador Daniel Vilela.

Secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, apresentou a estruturação do fundo. “Mais importante que ações específicas, é a postura da gestão do Estado em não ultrapassar aquilo que é possível ser feito” (Fotos: Walter Folador e Wesley Costa)

Provimento

A reserva será abastecida com o excedente financeiro resultante do ano anterior. Ou seja, a parcela dos recursos que permanece após a quitação de todas as despesas e obrigações financeiras de curto prazo. Além disso, o Fundo poderá receber uma parte das receitas extraordinárias e não recorrentes do Estado.

O diretor-executivo do Instituto Mauro Borges (IMB), Erik Alencar, destacou que a iniciativa é recomendada internacionalmente e tem um desenho inédito baseado no percentual do PIB.

“Esse recurso tem de ficar no Fundo. Abaixo desse mínimo, o Fundo pode ser sacado sempre que estiver uma situação de calamidade decretada pela Alego ou uma frustração de arrecadação estrutural”, detalhou Erik Alencar.

“Acima desse limite mínimo, podem haver saques de forma discricionária, desde que para investimento exclusivo em infraestrutura”, explicou diretor-executivo do IMB.

Saiba mais

Durante posse de mesa diretora da Alego, Caiado pede que poderes busquem equilíbrio fiscal

Desempenho fiscal de Goiás mostra crescimento e baixa dependência da União

Dener Rafael

Recent Posts

Eleições 2026: Daniel Vilela lidera pesquisa para governador de Goiás

Levantamento da Paraná Pesquisas aponta o atual governador com 45,8% das intenções de voto, seguido…

15 horas ago

MPRJ reforça importância da colaboração popular no combate ao crime organizado

MPRJ discute combate ao crime organizado e destaca o papel essencial da população nas denúncias…

16 horas ago

Receita Federal disponibiliza Aviso de Exclusão do Simples Nacional

Empreendedores ainda podem regularizar pendências para manter vantagens deste regime fiscal; Sebrae pode ser consultado…

16 horas ago

Planalto derrota Realidade Jovem e larga na frente por vaga na final do Brasileirão Feminino a3

Planalto vence Realidade Jovem por 2 a 0 na semifinal do Brasileirão Feminino A3 e…

17 horas ago

Tribunal de Justiça do Rio intensifica combate à violência doméstica em campanha nacional

TJRJ promove a 33ª Semana da Justiça pela Paz em Casa com foco em audiências…

19 horas ago

Tarifa Social de Energia: quem tem direito à conta de luz mais barata e como funciona o benefício

Saiba quem tem direito à Tarifa Social de Energia Elétrica, como funciona o desconto e…

19 horas ago

This website uses cookies.