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Ídolo no Inter e com passagens por Santos, seleção e Japão, Leandro Damião dá adeus ao futebol


Chegou ao fim oficialmente nesta sexta-feira, a bela carreira do atacante Leandro Damião, ídolo e artilheiro no Internacional, que defendeu camisas pesadas do futebol nacional como Santos, Flamengo e Cruzeiro, além da seleção brasileira (foi medalha de prata nos Jogos de Londres-2012) e ainda escreveu história vitoriosa pelo Kawasaki Frontale, do Japão. O jogador anunciou o adeus aos gramados aos 35 anos após curta passagem pelo Coritiba.

A notícia da aposentadoria veio em série de posts nas redes sociais. “Chegou o momento de pendurar as chuteiras e fechar um capítulo que foi decisivo na minha história. Hoje, me despeço do futebol. Um sonho de menino que virou realidade. Com o apoio incansável do meu pai, da minha família, e com muita dedicação, consegui alcançar aquilo que parecia tão distante: ser jogador de futebol”, iniciou sua despedida.

Damião começou no Atlético de Ibirama, em Santa Catarina, estado no qual ainda defendeu Marcílio dias e Tubarão até chegar ao Internacional, onde se tornou o 10º maior artilheiro da história do clube, com 108 gols em 228 jogos e muitas conquistas.

Pelo clube colocado, ganhou a Libertadores de 2010, o tri gaúcho entre 2011 e 2013 e a Recopa Sul-Americana de 2011. Foram duas passagens por Porto Alegre e ele revelou que só não ampliou seu vínculo no Sul porque teve proposta tentadora para passar por cinco anos no Japão.

“Dizer adeus ao futebol não é simples, mas o sentimento que fica é o de dever cumprido. Obrigado a todos que estiveram ao meu lado nesta jornada. Ficam os amigos, o carinho das torcidas, o respeito pelos clubes que defendi e, acima de tudo, a gratidão. Da viagem de carro a Santa Catarina, onde tudo começou, aos momentos inesquecíveis pelo Internacional; do sonho de vestir a Amarelinha aos momentos históricos no Japão. Eu fui um vencedor”, celebrou.

Além de homenagear as casas nacionais – ainda defendeu o Bétis, na Espanha -, o centroavante fez questão de frisar a grande passagem pelo Kawasaki Frontale, onde atuou entre 2019 e 2023, anotando 71 gols e conquistando o bicampeonato japonês, sendo eleito o melhor jogador da competição na edição de 2021, além da Copa do Imperador e da Supercopa do Japão.

“Sempre fui movido por desafios. E vestir a camisa do Kawasaki Frontale foi, sem dúvida, um dos maiores da minha carreira. O que vivi no Japão vai muito além do futebol. Foram cinco anos inesquecíveis e só tenho que, de coração, agradecer”, frisou.

Damião agora faz uma pausa de descanso antes de definir os passos a seguir no futuro. “Foram muitas vitórias, muitos títulos, algumas derrotas e desafios superados que me moldaram não só como atleta, mas como uma pessoas. Uma trajetória construída com suor, fé e paixão pelo futebol. São memórias que vão comigo pra sempre. Tenho um orgulho imenso pelo carinho que construí. Não foi fácil. Caí e levantei. Mas a recompensa é indescritível. Vivi intensamente cada passo dessa jornada no futebol.”



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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