O ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta quinta-feira, 28, que a recente notificação da França, Alemanha e Reino Unido ao Conselho de Segurança da ONU, em relação às sanções contra o país persa, é ilegal e “desprovida de qualquer efeito jurídico”. Em comunicado, o governo iraniano advertiu que a medida adotada pelas três potências europeias “enfraquecerá severamente o atual engajamento e cooperação do Irã com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)”, colocando “a paz e a segurança internacionais em risco”.
Segundo o texto, a iniciativa europeia representa uma tentativa ilegal e injustificada de reativar resoluções revogadas e não encontra respaldo legal ou moral. Para Teerã, o chamado mecanismo de ‘snapback’ invocado por Londres, Paris e Berlim “é inválido, nulo e desprovido de qualquer efeito jurídico”.
O Irã acusa os três países de não cumprirem suas obrigações no âmbito do acordo nuclear (JCPOA) e de se alinharem “à saída ilegal dos EUA em 2018 e às medidas coercitivas subsequentes”. Dessa forma, sustenta que as potências europeias não podem alegar posição de “partes de boa-fé” nem justificar suas ações “ilegais”.
“Foram os Estados Unidos, e não o Irã, que saíram unilateralmente do JCPOA e reativaram sanções”, enquanto a União Europeia e os três países europeus “não cumpriram suas obrigações para mitigar os efeitos econômicos dessa saída”, acrescenta.
Para o governo iraniano, a decisão deve ser rejeitada por todos os membros responsáveis da comunidade internacional. Teerã conclui reiterando que está disposto a interagir de forma construtiva com países que se mantenham comprometidos com a diplomacia e a “prevenção de crises artificiais”.
Por: Estadão Conteúdo
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