O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, 9, que deve se reunir amanhã pela manhã com dirigentes do União Brasil para conversar sobre o sucessor do ex-ministro das Comunicações Juscelino Filho – que pediu demissão após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por corrupção com o suposto desvio de emendas parlamentares. O nome indicado para o cargo é o do líder da legenda na Câmara, Pedro Lucas Fernandes (União-MA).
“O União Brasil tem o direito de me indicar um sucessor para o Juscelino. Eu já tenho o nome, eu conheço o Pedro Lucas, eu vou voltar para o Brasil, amanhã de manhã eu vou conversar com a União Brasil e se for o caso, já discuto a nomeação dele”, afirmou a jornalistas, em meio à cúpula dos países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) em Honduras.
Sobre a situação de Juscelino Filho, Lula afirmou que é uma prática, desde seu primeiro mandato, que “todas as pessoas têm o direito de provar sua inocência”. No entanto, segundo o presidente, quando um ministro de Estado é denunciado pela PGR, “é uma política saudável que ele se afaste do governo para poder provar a sua inocência e não comprometer o dia a dia do governo”.
“O dia a dia do governo é de muito trabalho, é de muita coisa prática e o nosso ministro Juscelino é deputado federal, ele simplesmente acredita que vai provar a inocência dele e é tudo isso que eu quero”, frisou.
De acordo com o presidente, a saída de Juscelino e a possível entrada de Fernandes não estão “dentro do processo de mudança no governo” – no caso, a reforma ministerial. Lula diz que fará tais mudanças “no tempo que tiver interesse de fazer”. “Eu não tenho uma data, eu não tenho um prazo, eu não tenho uma decisão. Eu vou fazer na hora que eu achar que tem que mudar as coisas”.
Lula frisou que a mudança no Ministério das Comunicações não precipita a reforma. “Qualquer mudança no governo é uma decisão unilateral do presidente da República. A não ser que um partido que tem um ministro queira tirar o ministro, ele tem o direito de dizer que não quer mais o ministro, eu tenho o direito de indicar outro não desse mesmo partido”, indicou.
De acordo com o chefe do Executivo, a reforma será feita “com muita tranquilidade” porque o Brasil vive “um bom momento”. “Um bom momento na economia, um bom momento na política. Temos coisas importantes para ser votadas. E o que eu estou prazerosamente feliz é que o Brasil continua crescendo, as coisas estão indo bem e há muito investimento no Brasil”, ponderou.
Por: Estadão Conteúdo
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