O que se sabe sobre a vacina universal contra o câncer?


Por Redação O Estado de S. Paulo – 21/07/2025 10:51

Uma vacina teve resultados iniciais animadores no combate ao câncer, sugere um estudo publicado na revista científica Nature Biomedical Engineering, conduzido por pesquisadores da Universidade da Flórida (EUA).

Trata-se de uma vacina genérica de RNA mensageiro que foi capaz, nos testes, de ativar o sistema imunológico e provocar regressão de tumores.

O que os resultados dos testes indicam?

O resultado da formulação de caráter experimental foi uma reação de defesa que impulsionou o sistema imunológico a reconhecer e atacar as células cancerígenas, provocando regressão de tumores.

O que é uma vacina genérica de RNA mensageiro?

As vacina genéricas são diferente das vacinas personalizadas – neste caso, aquelas criadas a partir das células tumorais de cada paciente ou as que miram proteínas específicas presentes nos tumores. A proposta dos cientistas foi usar uma nova frente: vacinas não direcionadas, mas com potencial para acionar o organismo como se ele estivesse sob ataque.

Mesmo não mirando um tumor ou vírus específico, desde que seja uma vacina de RNA mensageiro – isto é, utiliza uma porção do material genético do vírus para “ensinar” o corpo a produzir uma proteína que desencadeia uma resposta imune -, ela pode gerar efeitos contra o câncer.

Qual novo caminho foi testado para esta vacina?

Ao invés do combate a uma proteína tida como alvo, os pesquisadores escolheram como caminho neste estudo o estímulo da proteína PD-L1, que está presente dentro dos tumores. Essa estratégia possivelmente tornou-os mais receptivos ao tratamento, segundo o estudo.

Os pesquisadores descobriram que ao usar uma vacina projetada não para atingir especificamente o câncer, mas sim para estimular uma forte resposta imunológica, conseguiram induzir uma reação muito forte com potencial para ser amplamente utilizada em pacientes com câncer.

Já foram feitos testes em seres humanos? Qual o próximo passo?

Os testes foram feitos apenas em animais (camundongos, neste caso). Agora, os próximos passos focam na adaptação da formulação para testes em humanos, além da avaliação da eficácia e segurança em pacientes oncológicos.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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