O desmatamento em regiões tropicais, como a Amazônia, está diretamente associado ao aumento das temperaturas locais e ao agravamento dos impactos das mudanças climáticas na saúde humana. A avaliação é da pesquisadora em saúde pública da Fiocruz Piauí, Beatriz Oliveira, coordenadora do Grupo de Trabalho de Clima e Saúde da instituição, em entrevista à Rádio Eldorado.
Segundo estudo publicado na revista Nature Climate Change, com participação de pesquisadores brasileiros, a perda de cobertura florestal contribui para 28 mil mortes anuais no mundo em razão da intensificação das ondas de calor. Os grupos mais afetados são idosos, crianças e pessoas com doenças cardiovasculares e respiratórias. “A mudança do clima aumenta a temperatura em várias regiões, mas onde há desmatamento o aquecimento é ainda mais intenso, expondo populações já vulneráveis”, explicou Oliveira.
Ela destacou que políticas ambientais de preservação florestal têm efeito direto sobre a redução da mortalidade, já que se tratam de “mortes preveníveis”. De acordo com a pesquisadora, o problema é agravado em países de baixa renda, onde o acesso a tecnologias adaptativas, como o ar-condicionado, é limitado.
Por: Estadão Conteúdo
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