Operação mira operadores financeiros do PCC e bloqueia cerca de R$ 10 milhões

GAECO cumpre mandados de prisão e busca contra suspeitos de movimentar dinheiro para a facção criminosa; Justiça bloqueou cerca de R$ 10 milhões.

4 Min de leitura
Imagem: Divulgação/MP-SP

O Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), deflagrou na manhã desta terça-feira (21) uma operação para desarticular um grupo suspeito de movimentar recursos financeiros em favor do Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação cumpre 18 mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, além de bloquear aproximadamente R$ 10 milhões em contas e bens dos investigados.

Segundo o Ministério Público, as investigações apontam que os suspeitos atuavam como operadores financeiros da facção criminosa, utilizando empresas e contas bancárias de terceiros para ocultar e transferir dinheiro destinado a integrantes do PCC.

Esquema de movimentação financeira

As apurações do GAECO indicam que os investigados realizaram diversas transferências bancárias para favorecer membros da organização criminosa.

Conforme o Ministério Público, o grupo utilizava empresas e pessoas interpostas para movimentar recursos, dificultando a identificação da origem e do destino dos valores.

A estratégia, segundo os investigadores, fazia parte de um esquema destinado a dar aparência de legalidade às operações financeiras.

“tribunais do crime”

Além das movimentações financeiras, o Ministério Público apura a participação dos investigados em reuniões conhecidas como “tribunais do crime”.

Esses encontros, segundo as autoridades, seriam promovidos pelo PCC para julgar integrantes da organização e pessoas acusadas de descumprir regras impostas pela facção.

A investigação busca identificar o grau de envolvimento de cada suspeito nessas atividades.

Justiça determina bloqueio de bens

Como parte das medidas autorizadas pela Justiça de São Paulo, foram determinadas:

  • bloqueio de contas bancárias e aplicações financeiras;
  • apreensão de imóveis;
  • apreensão de veículos;
  • sequestro de bens dos investigados.

Segundo o Ministério Público, o valor bloqueado chega a aproximadamente R$ 10 milhões, medida que busca impedir a continuidade da movimentação financeira ligada ao grupo criminoso.

Operação mobilizou dezenas de policiais

A operação conta com o apoio da Polícia Militar de São Paulo.

Ao todo, 57 policiais militares e 19 viaturas participam do cumprimento dos mandados judiciais expedidos durante a investigação.

As diligências ocorrem na manhã desta terça-feira em endereços ligados aos investigados.

Fique por Dentro

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) é responsável por investigar organizações criminosas, lavagem de dinheiro e outros crimes de alta complexidade. Entre as estratégias utilizadas está o rastreamento da movimentação financeira de grupos criminosos, com o objetivo de identificar operadores responsáveis por ocultar recursos obtidos de forma ilícita.

As investigações sobre o Primeiro Comando da Capital (PCC) frequentemente incluem medidas patrimoniais, como bloqueio de contas, apreensão de bens e sequestro de patrimônio, visando enfraquecer financeiramente a organização.

Leia Também

Compartilhar