Nos últimos anos, em meio à pressão estética da sociedade, Paolla Oliveira se tornou uma representante do chamado “corpo real” – embora não goste do termo, por acreditar que todos os corpos são reais. Em entrevista ao Roda Viva, nesta segunda-feira, 5, a atriz falou com franqueza sobre o tema e relembrou o período em que acreditava que as críticas ao seu corpo eram justificadas.
“As críticas ao meu corpo, para mim, eram completamente corretas. Passei muito tempo achando que eu que estava errada”, declarou a atriz, ao pontuar como os comentários nas redes sociais influenciaram sua autopercepção. Segundo ela, o processo de entender e desconstruir essas imposições foi gradual.
A artista afirmou que, mesmo sem se identificar com o rótulo, acabou sendo vista como uma representante do tal “corpo real”. O incômodo com perguntas recorrentes sobre emagrecimento para papéis específicos também a fez repensar sua posição. “Percebi que estavam me empurrando para um lugar que não me cabia”, disse. “Mas eu achava ainda que a errada era eu.”
Ao ganhar consciência dessa situação, Paolla conseguiu se libertar da cobrança e passou a enxergar a questão de outra forma. “Entendi que não era sobre mim. Era sobre um lugar para o qual a maioria das mulheres é empurrada, pra caber e servir”, afirmou.
Por fim, a atriz destacou seu processo de amor-próprio e como isso influenciou sua percepção sobre outras mulheres: “Aprendi a me gostar e que a minha beleza é possível. Também aprendi a reparar em outras mulheres com outras belezas possíveis. O que eu luto hoje é basicamente pra existir e querer que as pessoas existam à minha volta.”
Por:Estadão Conteúdo
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