persistem indícios de irregularidades graves em 15 obras fiscalizadas


O Tribunal de Contas da União (TCU) apresentou nesta quarta-feira, 22, um balanço mostrando que persistem indícios de “irregularidades graves” em 15 obras fiscalizadas no âmbito do 29º Plano Anual de Fiscalizações relativas a investimentos denominado Fiscobras 2025. Foram 25 auditorias em empreendimentos nas áreas de transporte, energia, saneamento, infraestrutura urbana, habitação, educação e saúde, totalizando R$ 19 bilhões avaliados.

O caso principal, com irregularidades ainda não sanadas, é a antiga construção na Serra de Petrópolis (RJ) da BR-040/RJ. Foram detectados, em 2015, sobrepreço e inconsistências nos projetos. Os outros casos foram classificados como irregularidades que não impediram a continuidade dos projetos.

O montante total destinado a ações orçamentárias relacionadas a obras públicas no orçamento de 2025 é de R$ 184,9 bilhões, valor 3,8% superior ao verificado na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2024. Para 2026 a projeção é de R$ 208,1 bilhões, um crescimento nominal de 12,6%, sem incluir as emendas parlamentares.

Esses investimentos estão fortemente reunidos nas empresas estatais, que respondem por cerca de 75% do total previsto para 2025 e 84% para 2026, de acordo com o balanço apresentado pelo TCU. A Corte de Contas apresentou uma preocupação: até agosto de 2025, apenas 55% dos valores empenhados para obras públicas haviam sido pagos. Ou seja, há desafios na execução do orçamento.

Outro aspecto observado é que o nível real (descontada inflação) de investimento público permanece “historicamente abaixo dos patamares necessários para sustentar o crescimento econômico e a expansão da infraestrutura”, diz a análise. Houve uma redução no montante real de investimentos em infraestrutura em 2025. Há porém previsão de incremento para 2026, com um crescimento real de 3,3% no orçamento projetado.

Também houve manifestação da Corte de Contas sobre a “pulverização de investimentos decorrentes” de emendas parlamentares. A conclusão é que isso acarreta “riscos de baixa efetividade na execução, especialmente quando há ausência de planejamento integrado com as políticas setoriais”, avalia o ministro Jorge Oliveira em seu voto. Ele é o relator do processo.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

Recent Posts

Eleições 2026: Daniel Vilela lidera pesquisa para governador de Goiás

Levantamento da Paraná Pesquisas aponta o atual governador com 45,8% das intenções de voto, seguido…

1 dia ago

MPRJ reforça importância da colaboração popular no combate ao crime organizado

MPRJ discute combate ao crime organizado e destaca o papel essencial da população nas denúncias…

1 dia ago

Receita Federal disponibiliza Aviso de Exclusão do Simples Nacional

Empreendedores ainda podem regularizar pendências para manter vantagens deste regime fiscal; Sebrae pode ser consultado…

1 dia ago

Planalto derrota Realidade Jovem e larga na frente por vaga na final do Brasileirão Feminino a3

Planalto vence Realidade Jovem por 2 a 0 na semifinal do Brasileirão Feminino A3 e…

2 dias ago

Tribunal de Justiça do Rio intensifica combate à violência doméstica em campanha nacional

TJRJ promove a 33ª Semana da Justiça pela Paz em Casa com foco em audiências…

2 dias ago

Tarifa Social de Energia: quem tem direito à conta de luz mais barata e como funciona o benefício

Saiba quem tem direito à Tarifa Social de Energia Elétrica, como funciona o desconto e…

2 dias ago

This website uses cookies.