Polícia cumpre mandado na casa e no quartel de PM que matou investigador durante operação


Por Redação O Estado de S. Paulo – 26/07/2025 11:49

Na manhã deste sábado, 26, a Polícia Civil executou mandados de busca e apreensão contra policiais militares da Rota envolvidos no caso que resultou na morte do investigador Rafael Moura da Silva, ocorrida em 11 de julho na favela do Fogaréu, zona sul da capital paulista. As informações são do G1. O Estadão procurou a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.

Os mandados tiveram como alvos o sargento Marcus Augusto Costa Mendes, autor dos disparos fatais, e Robson Santos Barreto, também integrante das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota). As buscas aconteceram tanto nas residências dos policiais quanto em seus armários no quartel da corporação.

Durante as apreensões, foram recolhidos equipamentos eletrônicos e a arma funcional de Marcus Augusto – especificamente um celular, notebook e a pistola da corporação. Com Robson, os investigadores apreenderam um celular e um computador portátil.

Embora a Polícia Civil tenha solicitado a prisão dos envolvidos, a Justiça indeferiu o pedido. No entanto, foi mantido o afastamento cautelar de ambos os policiais pelo período de 90 dias. Paralelamente, a Corregedoria da PM também conduz apuração interna sobre o incidente.

Detalhes

O investigador Rafael Moura, de 38 anos, perdeu a vida durante operação policial conjunta na comunidade do Fogaréu, região do Campo Limpo. O episódio aconteceu quando equipes da Rota e da Polícia Civil atuavam no mesmo local sem conhecimento mútuo de suas presenças.

Imagens captadas por câmera corporal registraram a sequência dos fatos por volta das 17h42. As gravações mostram o sargento Marcus Augusto correndo em direção a um portão metálico, que ele abre utilizando uma chave encontrada no local, antes de prosseguir para o interior da favela.

Momentos depois, ocorreram os disparos que vitimaram o investigador. Mesmo após Rafael se identificar como policial, os tiros continuaram. O áudio das imagens registra os gritos desesperados dos colegas da vítima alertando que era um policial.

O investigador foi alvejado por três projéteis, sendo dois no tórax. Encaminhado ao Hospital das Clínicas, Rafael resistiu por cinco dias antes de falecer. Outro policial civil, Marcos Santos de Sousa, sofreu ferimentos superficiais no mesmo episódio.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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