Polícia investiga mãe de jovem morto supostamente envenenado na grande SP


A mãe do jovem Lucas da Silva Santos, morto no último domingo, 20, aos 19 anos, em São Bernardo do Campo (região metropolitana de São Paulo) depois de comer um bolo supostamente envenenado, está sendo investigada pela polícia.

Conforme a delegada Liliane Lopes Doretto, do 8.° DP do município, que está à frente do caso, a mãe da vítima teria sido responsável por comprar o suposto veneno a pedido do padrasto, Ademilson Ferreira dos Santos, preso na semana passada.

Segundo Liliane, a mãe teria sido enganada e foi convencida pelo companheiro de que a compra do material tóxico seria para “matar cachorros da região”. A informação foi publicada pelo portal g1 e confirmada pelo Estadão.

A mãe da vítima deverá ser submetida a um exame psiquiátrico para avaliar a sua capacidade mental e saber se ela agiu com “discernimento ou sob eventual condição psíquica incapacitante”, informa Liliane.

Laudos periciais que informam a substância que matou Lucas ainda não foram concluídos.

O padrasto de Lucas encontra-se em prisão temporária e vai responder por homicídio consumado. A depender dos resultados destes laudos, a polícia deverá pedir pela prisão preventiva do suspeito. De acordo com a delegada, o inquérito está em fase final e aguarda a conclusão destes exames.

O homem responsável por vender a substância também foi preso em flagrante no dia 17 de julho, informou a Secretaria de Segurança Pública. Ele confessou vender o produto sem autorização dos órgãos competentes. Em audiência de custódia, o homem foi liberado após decisão judicial.

Vítima morreu no domingo

Lucas da Silva Santos foi internado no dia 13 de julho na unidade de terapia intensiva do Hospital de Urgência em São Bernardo do Campo, horas depois de consumir bolinhos supostamente envenenados. Ele começou a passar mal após a ingestão dos alimentos.

No último domingo, 20, o estado de saúde do jovem se agravou e evoluiu para morte encefálica. A suspeita é de que a comida tenha sido entregue por Ferreira dos Santos, padrasto do garoto, preso na última quarta-feira, 16.

Segundo a delegada Liliane Doretto, do 8.° Distrito Policial de São Bernardo, o pedido de prisão ocorreu após contradições em depoimentos dados à investigação. Ela acredita que o crime pode ter sido motivado por razões passionais.

Liliane afirmou ainda que Lucas e o padrasto tinham uma relação próxima, mas que o jovem estaria perto de mudar de endereço após conhecer uma pessoa.

“Isso acarreta, dispara algum alerta no Ademilson de posse e acho que ele se viu desesperado ao ver que poderia perdê-lo”, diz a delegada. “Eu creio que seja um crime passional. Eu não sei se ele queria dar um susto ou evitar a ida do Lucas para outra cidade. Fato é que Lucas foi, sim, envenenado”, disse em entrevista à imprensa no dia da prisão.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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