Prefeitura mapeia 32 ruas com usuários de drogas no centro de SP


A Prefeitura de São Paulo diz ter identificado 32 ruas da região central com a presença de usuários de drogas e dependentes químicos. O dado foi apresentado durante visita do prefeito Ricardo Nunes (MDB) ao Serviço de Cuidados Prolongados Álcool e Drogas Boracea, na Barra Funda. O Estadão localizou nesta quarta, 14, um grupo de cerca de 30 usuários na praça, nos arredores da estação Marechal Deodoro do Metrô.

Além da praça, a Prefeitura cita as Alamedas Glete, Cleveland e Nothmann; na Ruas Prates, Barão de Piracicaba, General Osório e Helvetia; na Avenida Duque de Caxias e no Terminal Princesa Isabel. “Temos o único ponto de concentração, considerando aquilo que se via ali na Rua dos Protestantes, na Praça Marechal”, disse o secretário de Segurança Urbana de São Paulo, Orlando Morando, à Rádio Eldorado.

“Não me causa surpresa a diminuição dos usuários naquele fluxo da Rua dos Protestantes, em todo o entorno. O que não pode ter é uma torcida do contra. Parece que tem gente que torce para a Cracolândia não acabar”, disse o secretário.

Nunes e o titular da Saúde, Luiz Carlos Zamarco, afirmaram que não há mais cenas abertas de uso na cidade. De acordo com a Prefeitura, uma cena aberta de uso de drogas possui dois critérios definidos cientificamente: ter um grupo de pelo menos 15 pessoas consumindo entorpecentes e pelo período de uma semana.

Até a semana passada, moradores estimam que cerca de 200 dependentes químicos se amontoavam na Rua dos Protestantes, quase no encontro com a Rua General Couto de Magalhães. O fluxo se estabeleceu por ali no fim de 2023, com mudanças pontuais para outros endereços, como no trecho da Rua Mauá rente à Estação da Luz.

De acordo com o poder municipal, as equipes de saúde e assistência social abordaram 109 usuários de drogas e dependentes químicos na região central. “O problema ainda não está totalmente solucionado, mas avançamos”, disse Nunes.

Moinho

Orlando Morando atribuiu o esvaziamento da Cracolândia às ações na Favela do Moinho, à procura de usuários por tratamento médico e à intensificação da ação das forças de segurança. “Isso é uma verdadeira guerra, mas é uma batalha que a Prefeitura e o governo do Estado estão vencendo diariamente”, afirmou.

ONGs que atuam na região, como a Craco Resiste, além de ativistas, reclamam de abordagens violentas. Morando negou que haja uso da força.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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