Sabrina Carpenter transforma ‘Tears’ em homenagem ao cinema cult


Sabrina Carpenter estreou seu mais recente trabalho visual, o videoclipe de Tears, faixa em destaque de seu sétimo álbum de estúdio, Man’s Best Friend, lançado nesta sexta-feira, 29. Com doze faixas disponíveis nas plataformas digitais, o disco marca uma fase de experimentação criativa para a artista, que vem se consolidando como uma das principais vozes do pop atual.

O vídeo, que acompanha o lançamento do álbum, vai além da estética musical. Dirigido por Bardia Zenali, Tears utiliza o audiovisual como ferramenta narrativa, combinando elementos do cinema cult, do terror e da cultura queer para compor uma história visualmente carregada de simbologia e referências culturais.

Ecos de clássicos do cinema

O clipe se inicia com Sabrina Carpenter deitada no chão, ao lado de um carro acidentado. Dentro do veículo, há um corpo imóvel, sugerindo que seu acompanhante não sobreviveu. Dali em diante, o que se segue é o encontro com uma casa isolada, onde a protagonista é recebida por Colman Domingo e personagens extravagantes que transformam sua imagem e conduzem uma espécie de rito de passagem. Os sentimentos cantados se materializam em um ambiente visual onde o absurdo e o sensual caminham juntos, em uma proposta que se aproxima mais do cinema do que de um videoclipe tradicional.

Entre as referências mais evidentes está The Rocky Horror Picture Show (1975, disponível no Disney+), musical que também começa com um casal em situação de emergência e que, ao entrar em uma casa estranha, se depara com uma série de experiências transformadoras. Sabrina incorpora traços da personagem Janet Weiss, enquanto o ator Colman Domingo surge em drag, numa interpretação que remete diretamente ao excêntrico Dr. Frank N-Furter.

O clipe também flerta com o terror ao trazer imagens que remetem a produções como Jeepers Creepers (2001, disponível na Apple TV), especialmente nas cenas ambientadas em um campo de milho, um cenário que remete à segunda parte da franquia de horror. Outros códigos visuais remetem à trilogia MaXXXine (2024, disponível no Prime Video), com destaque para a estética retrô e o ambiente da casa misteriosa, que remetem à iconografia desses filmes.

Visual de lenda pop e referências aos anos 90

A performance de Sabrina na barra de pole dance, traz ecos de Striptease (1996, disponível no HBO Max), protagonizado por Demi Moore. O visual e a coreografia lembram o papel que consagrou Moore como símbolo da cultura pop dos anos 90.

O desfecho do clipe reforça uma constante na carreira visual de Carpenter: a figura do homem descartável ou eliminado. Em Tears, a protagonista repete o gesto de confrontar (e eliminar) um personagem masculino, algo já visto em outros trabalhos como Please Please Please e Taste.



Por:Estadão Conteúdo

Estadão

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