A Confederação Nacional da Indústria (CNI) expressou preocupação e cautela com a tarifa recíproca de 10% anunciada nesta quarta-feira, 4, pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos produtos brasileiros. Em posicionamento sobre o “tarifaço”, a entidade voltou a defender que o Brasil insista na negociação com o governo americano. Também informou que uma missão de empresários do setor visitará os Estados Unidos na primeira quinzena de maio. O objetivo é estreitar laços e buscar soluções de interesse comum.
“Claro que nos preocupamos com qualquer medida que dificulte a entrada dos nossos produtos em um mercado tão importante quanto os EUA, o principal para as exportações da indústria brasileira”, avaliou, em nota, Ricardo Alban, presidente da CNI. “No entanto, precisamos fazer uma análise completa do ato. É preciso insistir e intensificar o diálogo para encontrar saídas que reduzam os eventuais impactos das medidas”, acrescentou.
A CNI observa que os Estados Unidos não são só o principal destino das exportações da indústria de transformação – especialmente de produtos de maior densidade tecnológica -, como também lideram o comércio de serviços e os investimentos bilaterais. A cada R$ 1 bilhão exportado para os EUA, são criados 24,3 mil empregos, R$ 531,8 milhões em massa salarial e R$ 3,6 bilhões em produção.
Na viagem promovida pela CNI em maio, os empresários brasileiros esperam se reunir com representantes da indústria e do governo americano para discutir agendas de facilitação de comércio e abertura de mercados de forma equilibrada.
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