Dormir bem vai muito além de acordar disposto. Durante o sono, o organismo realiza processos fundamentais para o funcionamento do cérebro, fortalece o sistema imunológico e ajuda na recuperação física e mental. Quando esse descanso é insuficiente, diversos problemas podem surgir aos poucos, muitas vezes sem que a pessoa perceba.
A rotina corrida, o excesso de telas e o estresse têm contribuído para que milhões de brasileiros durmam menos do que o recomendado. Especialistas alertam que a privação de sono está associada a alterações na memória, dificuldade de concentração e maior risco de desenvolver doenças crônicas.
Enquanto dormimos, o corpo passa por diferentes fases do sono, cada uma responsável por funções específicas.
Nesse período ocorre a consolidação da memória, a produção de hormônios importantes, a recuperação muscular e o fortalecimento das defesas do organismo.
Quando essas etapas são interrompidas frequentemente, o corpo não consegue desempenhar suas funções de forma eficiente.
Embora existam pequenas diferenças entre cada pessoa, especialistas costumam recomendar:
Dormir regularmente menos de seis horas pode aumentar o risco de diversos problemas de saúde ao longo dos anos.
Nem sempre a pessoa percebe que sua qualidade de sono está comprometida.
Alguns sinais merecem atenção:
Caso esses sintomas sejam frequentes, é recomendável procurar avaliação médica.
A privação de sono pode provocar diversos impactos no funcionamento do corpo.
Entre eles:
Durante o sono, o cérebro organiza e consolida as informações aprendidas ao longo do dia.
Dormir pouco dificulta esse processo, favorecendo esquecimentos e dificuldades de aprendizagem.
O sistema imunológico também depende de boas noites de sono.
Quem dorme pouco pode ficar mais suscetível a infecções.
Estudos indicam associação entre privação crônica de sono, hipertensão arterial e maior risco cardiovascular.
Dormir pouco altera hormônios relacionados ao apetite, aumentando a fome e o desejo por alimentos mais calóricos.
Pequenas mudanças na rotina podem fazer bastante diferença.
Algumas recomendações incluem:
Se a dificuldade para dormir persistir por várias semanas, ou vier acompanhada de roncos intensos, pausas na respiração durante o sono, sonolência excessiva ou cansaço constante, é importante procurar um profissional de saúde.
Distúrbios como insônia e apneia do sono podem exigir tratamento específico.
Não completamente. Embora recuperar parte do sono seja benéfico, manter uma rotina regular costuma trazer melhores resultados para a saúde.
Não. Cochilos curtos podem ajudar a reduzir o cansaço, mas não substituem uma noite completa de sono.
Sim. A luz emitida pelas telas pode interferir na produção de melatonina, hormônio que ajuda o organismo a iniciar o sono.
Na maioria dos casos, sim. A prática regular de atividade física está associada a uma melhora da qualidade do sono, desde que não seja realizada muito próximo ao horário de dormir.
Dormir bem é um dos pilares de uma vida saudável. Mais do que descansar, o sono permite que o organismo realize processos essenciais para o cérebro, o coração e todo o corpo.
Criar hábitos saudáveis e respeitar o tempo de descanso pode melhorar a disposição, a memória, a concentração e contribuir para a prevenção de diversas doenças ao longo da vida.
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